A Titulação Karl Fischer é uma técnica analítica largamente utilizada para determinação absoluta de umidade em diversos tipos de amostras de diversos segmentos:

·       Derivados de petróleo (óleo, plásticos e gases);

·       Cosméticos (batom, hidratantes, creme dental, etc.);

·       Produtos farmacêuticos (comprimidos, pomadas, etc.);

·       Indústria de alimentos (pães, bolos, margarinas, etc.);

·       Indústria química em geral (matéria prima, reagentes, etc.);

·       Entre outros.

Simplificando: basta você pensar onde precisa ter controle de umidade / água e a técnica será aplicável!

O excesso ou a falta de umidade pode ser crítico para muitos processos! Um exemplo clássico, que adoro mencionar, é o excesso de umidade em um óleo de transformador! Este é um produto típico, que exige um teor de água extremamente baixo! Mas você sabe por quê? Os transformadores são usados para abaixar ou aumentar as tensões e correntes elétricas em circuitos de consumo ou transmissão de energia elétrica. Agora é só você imaginar o que aconteceria se jogássemos algumas gotas de água dentro destes circuitos!

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Outro exemplo clássico, e mais próximo da nossa rotina, é o biscoito (ou bolacha, dependendo da região)! O biscoito já sai com o seu teor de umidade controlado e devidamente embalado, para que não absorva umidade do meio e não perca a sua qualidade, a sua crocância. O que acontece quando deixamos um pacote de biscoitos aberto? Ele murcha! Por quê? Por conta da umidade que absorveu!

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Por volta de 1935 a reação Karl Fischer foi estudada pela primeira vez pelo petroquímico alemão, Dr. Karl Fischer, devido a um problema de corrosão em tanques da fábrica em que trabalhava, causado pelo excesso de umidade no dióxido de enxofre. Para isso, ele recorreu à conhecida reação de Bunsen e achou aplicável, desde que o ácido liberado nessa reação fosse neutralizado, utilizando piridina – base disponível em seu laboratório.

Depois de muitos estudos e considerações, a reação inicial foi aprimorada, e a base utilizada atualmente já não é mais a piridina.

Basicamente, a técnica depende de quatro componentes para funcionar: Iodo / Iodeto, Dióxido de Enxofre, Base (em geral Imidazol) e Álcool (o solvente). Sem um desses componentes, a reação Karl Fischer não ocorre!

Trazendo para a prática, existem alguns fatores importantes que devemos considerar antes de querer realizar uma análise de umidade via Titulação Karl Fischer:

1.  É uma técnica que requer instrumentação analítica;

2.  Precisamos ter ideia do teor de umidade da amostra. A Titulação Karl Fischer é dividida entre Volumetria (para teores acima de 0,1%) e Coulometria (para teores abaixo de 0,1%);

3.  Precisamos conhecer as características químicas da amostra (precisamos avaliar a possibilidade de ocorrer reações paralelas);

4.  Precisamos conhecer a solubilidade da amostra;

5.  Precisamos conhecer o pH da amostra, já que a reação ocorre em um faixa ótima de pH: entre 5 e 7.

Observadas essas considerações, em geral, é uma técnica de fácil aplicação e simples operação!

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Karl Fischer

A Titulação Karl Fischer é uma técnica analítica largamente utilizada para determinação absoluta de umidade em diversos tipos de amostras de diversos segmentos:

·       Derivados de petróleo (óleo, plásticos e gases);

·       Cosméticos (batom, hidratantes, creme dental, etc.);

·       Produtos farmacêuticos (comprimidos, pomadas, etc.);

·       Indústria de alimentos (pães, bolos, margarinas, etc.);

·       Indústria química em geral (matéria prima, reagentes, etc.);

·       Entre outros.

Simplificando: basta você pensar onde precisa ter controle de umidade / água e a técnica será aplicável!

O excesso ou a falta de umidade pode ser crítico para muitos processos! Um exemplo clássico, que adoro mencionar, é o excesso de umidade em um óleo de transformador! Este é um produto típico, que exige um teor de água extremamente baixo! Mas você sabe por quê? Os transformadores são usados para abaixar ou aumentar as tensões e correntes elétricas em circuitos de consumo ou transmissão de energia elétrica. Agora é só você imaginar o que aconteceria se jogássemos algumas gotas de água dentro destes circuitos!

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Outro exemplo clássico, e mais próximo da nossa rotina, é o biscoito (ou bolacha, dependendo da região)! O biscoito já sai com o seu teor de umidade controlado e devidamente embalado, para que não absorva umidade do meio e não perca a sua qualidade, a sua crocância. O que acontece quando deixamos um pacote de biscoitos aberto? Ele murcha! Por quê? Por conta da umidade que absorveu!

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Por volta de 1935 a reação Karl Fischer foi estudada pela primeira vez pelo petroquímico alemão, Dr. Karl Fischer, devido a um problema de corrosão em tanques da fábrica em que trabalhava, causado pelo excesso de umidade no dióxido de enxofre. Para isso, ele recorreu à conhecida reação de Bunsen e achou aplicável, desde que o ácido liberado nessa reação fosse neutralizado, utilizando piridina – base disponível em seu laboratório.

Depois de muitos estudos e considerações, a reação inicial foi aprimorada, e a base utilizada atualmente já não é mais a piridina.

Basicamente, a técnica depende de quatro componentes para funcionar: Iodo / Iodeto, Dióxido de Enxofre, Base (em geral Imidazol) e Álcool (o solvente). Sem um desses componentes, a reação Karl Fischer não ocorre!

Trazendo para a prática, existem alguns fatores importantes que devemos considerar antes de querer realizar uma análise de umidade via Titulação Karl Fischer:

1.  É uma técnica que requer instrumentação analítica;

2.  Precisamos ter ideia do teor de umidade da amostra. A Titulação Karl Fischer é dividida entre Volumetria (para teores acima de 0,1%) e Coulometria (para teores abaixo de 0,1%);

3.  Precisamos conhecer as características químicas da amostra (precisamos avaliar a possibilidade de ocorrer reações paralelas);

4.  Precisamos conhecer a solubilidade da amostra;

5.  Precisamos conhecer o pH da amostra, já que a reação ocorre em um faixa ótima de pH: entre 5 e 7.

Observadas essas considerações, em geral, é uma técnica de fácil aplicação e simples operação!

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